Venha o diabo e escolha

Ao mesmo tempo que o Facebook prepara um conjunto de medidas para assegurar que a rede social não interfere de forma negativa nas próximas eleições europeias, algumas personagens da nossa praça também estão a dar uma ajuda preciosa para que ninguém se sinta confuso no momento em que for votar.

Não combatem as fake news, mas são o motivo de uma série de notícias tão insólitas que só não se tornam virais porque andamos entretidos a fazer likes nas ritas pereiras e a acompanhar uma novela televisiva, apresentada no final de um telejornal, em três episódios, que nos aterroriza para os perigos do Facebook, mas que, bem espremida, apenas conta a história de alguém (adulto) que só se pode queixar da sua absurda ingenuidade.

No top desta sequência de notícias incríveis, ficamos a saber que ao longo destes últimos anos nada foi feito, nada foi inspecionado, para que o banco de todos os portugueses não batesse no fundo. Mais uma vez, “ninguém viu, ninguém sabia, ninguém conhecia”.

E, quando achávamos que não era possível descer mais a credibilidade bancária, descobrimos que os “privados” não são os únicos maus. A CGD acaba de juntar-se ao grupo e reiterar o que todos já pensavam: “é tudo igual”. Quase igual aos políticos que não se recordam do passado quando mudam de ares, tal como aconteceu esta semana a Santana Lopes na sua primeira visita ao bairro da Jamaica, esquecendo-se que já fez parte de um governo e que já foi primeiro-ministro.

Há políticos que não têm mesmo lugar nas redes sociais e sempre ficam melhor numa cadeira de estúdio de uma televisão qualquer para falarem para quem ainda tem paciência para os ouvir. Entre fake news e notícias destas, venha o tal diabo do Passos Coelho e escolha.

In:JN/Manuel Molinos Diretor-Adjunto

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