Portugal na zona de maior probabilidade para queda de estação espacial chinesa

A estação espacial chinesa Tiangong-1 está há alguns meses sem controlo e prevê-se que atinja a Terra entre 27 de março e 8 de abril. Mas ainda não se sabe o local onde vai despenhar-se. Há zonas de grande probabilidade e Portugal está abrangido.

As autoridades chinesas confirmaram no ano passado que tinham perdido o controlo da Tiangong-1 e que ela cairia na Terra até abril de 2018. Com o momento do impacto a aproximar-se mantém-se a dúvida: qual o local onde irá despenhar-se? Certo é que os destroços deverão espalhar-se ao longo de milhares de quilómetros.

O Centro de Estudos para Detritos em órbita (CORDS, em inglês) divulgou um mapa que indica as regiões com maior e menor probabilidade para a queda da estrutura chinesa. Portugal está incluído na zona de maior probabilidade (sinalizada a amarelo).

Amarelo: zona de grande probabilidade. Verde: zona de baixa probabilidade. Azul: zona de probabilidade zero.

No entanto, o CORDS salienta que a hipótese de uma pessoa ser atingida por destroços da Tiangong-1 é um milhão de vezes menor do que acertar num “jackpot”, não havendo registos de que alguém alguma vez tenha sido ferido por destroços espaciais.

Esta estação espacial foi lançada em 2011 pela China devido ao desejo de se tornar uma superpotência na exploração espacial, à semelhança dos Estados Unidos e da Rússia. A estrutura pesa cerca de 100 quilos. Parte deverá desintegrar-se quando entrar na atmosfera terrestre, o resto irá despenhar-se algures no planeta.

Há 13 agências em todo o mundo que estão a monitorizar a Tiangong-1, localizada a 241 mil quilómetros de altitude e a partilhar informações de forma a se conseguir apurar com maior exatidão onde e quando a estrutura vai cair. A Agência Espacial Europeia (ESA) aponta para o período entre 27 de março e 8 de abril.

Será o maior objeto a reentrar na atmosfera sem haver controlo e redirecionamento para o mar, como acontece com os módulos de carga que são descartados pela Estação Espacial Internacional (EEI).

Especialistas ocidentais não conseguem determinar qual a dimensão da estrutura que vai resistir à reentrada na atmosfera, uma vez que a China não divulgou detalhes da construção e materiais utilizados no fabrico da Tiangong-1. “Quem sabe o que está a bordo da Tiangong-1, e até do que é feita, é a agência espacial chinesa”, frisou Stijn Lemmens, analista de detritos espaciais da ESA. “O que podemos dizer do tamanho, forma e dimensão é que se enquadra na mesma categoria dos veículos de carga utilizados para abastecer a EEI”, acrescentou, citado pelo “The Guardian”, na sexta-feira.

A estação espacial pode conter substâncias altamente tóxicas e corrosivas, de acordo com o Centro de Estudos para Detritos em órbita. “Para sua segurança, não toque em qualquer detrito que possa estar no solo e evite inalar os vapores emitidos”, apelou em comunicado, recomendando, em caso de avistamento de detritos suspeitos, que informe “da localização e da hora do avistamento” e se enviem “imagens e vídeos”.

in JN

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