PARTIDO SOCIALISTA ACUSA MUNICÍPIO DE VIEIRA DO MINHO DE FALTA DE TRANSPARÊNCIA

 

O PS de Vieira do Minho acusou a Câmara de “falta de transparência, por pagar um salário através de uma associação a uma vereadora sem pelouro “, facto que o presidente da autarquia vieirense António Cardoso desmentiu. veja aqui as intervenções na ultima assembleia municipal.

Segundo o PS, a maioria PSD/CDS naquela autarquia do distrito de Braga está a “esconder um quarto vereador a tempo inteiro, utilizando a Associação para Ordenamento da Serra da Cabreira (APOSC) para colocar funcionários, o que lhe permite ocultar despesa e, simultaneamente, contratar sem qualquer controlo”.

“Torna-se agora claro o verdadeiro motivo das sucessivas transferências financeiras realizadas para a APOSC”, referem os socialistas, em comunicado, condenando “veementemente a falta de transparência e de rigor na gestão dos dinheiros públicos”.

Para o PS, “embora a Câmara Municipal faça parte da APOSC, esta associação não tem a sua atividade publicada em qualquer lado, não se conhecem os seus órgãos sociais e, muito menos, o seu quadro de pessoal”, acrescentando ter solicitado informações sobre o caso à Assembleia Municipal.

Contactado pela agência Lusa, o presidente da Câmara, António Cardoso, acusou o PS de “faltar à verdade”, afirmando que, se fosse opção da autarquia, a vereadora Ana Ribeiro, “eleita pelo povo, até podia exercer a tempo inteiro” e “teria um vencimento superior ao que aufere”.

“A vereadora está a representar o município na APOSC e o salário que recebe é 20% inferior ao salário de um vereador”, explicou.

António Cardoso garantiu que Ana Ribeiro está a fazer um “excelente trabalho no ordenamento e planeamento da serra da Cabreira”.

“A associação, desde que ela assumiu funções, já aprovou cerca de um milhão de euros em candidaturas feitas no âmbito do ordenamento da serra da Cabreira. Em pouco mais de um ano há todo um trabalho visível e que vamos apresentar esses dados à Assembleia Municipal, a pedido da presidente”, disse.

O autarca adiantou que a Câmara “até deu autorização” para que aquela responsável “pudesse ser nomeada como vereadora a tempo inteiro ou a meio termo”.

“Nós é que entendemos que ela servia melhor o concelho e a população se estivesse, como representante do município, nessa associação”, sustentou, destacando que a APOSC, “criada durante um executivo do PS e que esteve inativa durante muitos anos, está finalmente a apresentar bons resultados”.

in Diário do Minho

 

 

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