A Função do Jornalismo Católico
O Jornal de Vieira tem sido o Mensageiro das Notícias a todo o Mundo onde residem os seus leitores /assinantes. Tinha catorze anos quando comecei a colaborar neste Jornal e já lá vão muitos… Escrita de todo o género muito antes de alguns dos seus actuais colaboradores escreverem uma única linha. No tempo em que construir notícias com os olhos na Bíblia e no quotidiano, era o maior prazer que existia.
Escrever em Jornais Católicos, ainda hoje, deve ser como ensinar o Evangelho, com um auditório muito maior porque o impacto de uma notícia de Jornal é diferente de uma lição de Catequese (por muito importante e essencial que esta seja). Ao longo dos tempos, os Jornais Católicos começaram a competir com os jornais laicos e esse foi o maior erro porque já é mínima a diferença entre uns e outros. Há aspectos no Jornalismo Católico que não podem ser esquecidos como seja a análise crítica e justa das circunstâncias da vida; quando misturamos amigos com notícias e quando o jornal cobre esta ou aquela candidatura por muito importante que ela seja, perdeu-se a isenção e o pendor cristão da escrita. Jesus Cristo conviveu com fariseus, com cobradores de impostos, com a mulher adúltera, mas nunca ensinou senão a Verdade, segundo a Vontade do Pai. Tinha amigos mas nem lhes ouvia as críticas! Quando abrimos um Jornal Católico gostaríamos de sentir que não há apenas notícias pois que, essas podem ir ler-se à Internet; espera-se que com a notícia venha uma lição de vida, que seja uma lição ética e moral, uma mensagem de Esperança.Não esperamos uma lição de Catequese, como é óbvio, mas que quem escreve, mesmo segundo parâmetros pessoais de ensaio crítico, o faça nivelando por cima, elevando a notícia, formando quem lê. Tenho para com o Jornal de Vieira um carinho especial e guardo com orgulho algumas mensagens escritas de agradecimento feitas pelo falecido Pe. Lima. E anoto com simpatia a deferência do actual Director, Pe. Luis Jácome. A Equipa actual tem feito algum esforço para fazer bom jornalismo; porém, há que fazer uma avaliação sobre o que se escreve e se isso não vai contra o verdadeiro espírito do jornalismo católico!?! Se num tempo passado e recente, o Jornalismo Católico teve uma extraordinária importância, os tempos de hoje requerem uma audácia e um entusiasmo novos. As opções cristãs têm de ser muito visíveis se não ninguém leva a sério o que lê. A crítica pela crítica não tem valor e muito menos se ela é tendenciosa politicamente. Um Jornal Católico não se vende a qualquer partidinho de esquerda ou de direita nem a qualquer pessoa que partilhe connosco os mesmos ideais políticos, ou seja a um clube de amigos.; Cristo espatifou as tendas dos vendilhões do Templo, e, se entrasse hoje nos nossos “espaços e tempos” (não me refiro ao Mistério Eucarístico), ficaria envergonhado e não orgulhoso com muitos dos seus discípulos. É certo que vivemos tempos competitivos e todos procuram sucesso e supremacia às vezes a qualquer preço, mas na nossa casa, só entra quem nós queremos, e, neste pormenor, temos de ser selectivos também nas opções. Quando se pretende levar um Jornal Católico aos quatro pontos do mundo, será muito importante pensar num jornalismo sério, segundo os critérios cristãos do Jornal em causa. Não me admiro, portanto, que algumas críticas exageradas que andam por aí, cheias de azedume e inveja, ganhem alguma força na sua visível fraqueza. Afinal a Verdade parece estar a ficar obscurecida pelos seus mais devotos seguidores (refiro-me à generalidade dos Jornais Católicos e em particular a uma dezena deles que leio habitualmente). Mas felicito a Equipa deste Jornal e”desejo que o futuro renove a marca genuína da notícia”e dos artigos que é a marca da pura Verdade, a Verdade do Evangelho.
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