‘Greenfest’, festival de sustentabilidade no Mosteiro de Tibães

Um projeto para substituir o plástico ou outro para acabar com a esferovite vão ser discutidos e apresentados esta semana no ‘Greenfest’, um festival de sustentabilidade de quatro dias, a partir de quinta-feira em Braga.

De quinta-feira a domingo, no Mosteiro de Tibães, dezenas de iniciativas vão juntar especialistas e público em geral, a primeira edição do ‘Greenfest’ deste ano, com a segunda marcada para de 17 a 20 de outubro, no campus da Universidade Nova, em Carcavelos.

«A ideia é que estes dois eventos criem um movimento que ganhe mais força e que esteja o ano todo em ativação», disse à Lusa Pedro Norton de Matos, o criador e organizador da iniciativa.

Em declarações à Lusa, Norton de Matos explicou que os primeiros dois dias são especialmente dedicados aos alunos das escolas (espera pelo menos 1.500 jovens), porque «a sustentabilidade é um compromisso intergeracional e transversal», e que o fim de semana está pensado para famílias e tem conteúdos mais variados, incluindo desporto ao ar livre e contacto com a natureza.

Norton de Matos, que “importou” a ideia do ‘Greenfest’ dos Estados Unidos, disse que em Braga quer dar visibilidade «aos protagonistas do ecossistema» do Minho, a pequenos projetos e a pequenas empresas, sempre na área das «tendências verdes que vão moldar o futuro».

«Procuramos captar tendências que vão do desenvolvimento tecnológico ao estilo de vida», afirmou, exemplificando com a luta contra os plásticos. Nas palavras de Pedro Norton de Matos há um fenómeno crescente de consciencialização para um problema que se tornou mundial e que há 70 anos nem sequer existia.

Hoje, disse, há uma pressão dos consumidores à qual as empresas não são alheias e sabem que têm de se adaptar a novas práticas, que passam pela substituição do plástico.

E os novos tempos levam a que o ‘Greenfest’ contenha também intervenções sobre economia circular e sobre a ideia de que a reciclagem deve ser “o último recurso”, neste caso com a colaboração do movimento “Lixo Zero Portugal”, criado no ano passado.

Depois, ainda de acordo com Pedro Norton de Matos, a água e a sensibilização para a necessidade de evitar o desperdício vai ser tema muito presente nos quatro dias, como também vão estar em destaque as freguesias e as escolas com uma preocupação e prática ecológica (eco-freguesias e eco-escolas), a que se junta o programa “Green Key”, de promoção do turismo sustentável em Portugal.

Do Japão chega no fim da semana a ideia e a prática da “shinrin-yoku”, ou terapia florestal, porque, diz Norton de Matos, “os banhos de floresta têm um efeito benéfico para a saúde das pessoas”.

E depois da música, dos jogos, das palestras e dos ‘workshops’, ainda haverá tempo, garantiu o responsável, para passeios noturnos, com a natureza explicada por um biólogo.

Se houver tempo, só no sábado o programa contém, entre muitas outras iniciativas, ‘workshops’ sobre nutrição, cosmética, artes, cerveja artesanal, costura ou felicidade. E yoga, e hortas em família, e uma palestra sobre alimentos terapêuticos, e outra sobre cozinha saudável, e um concerto com gongos e taças tibetanas, e uma peça de teatro, e dança.

IN: Lusa

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