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Escrito por Paulo Silva    Sexta, 30 Outubro 2009 14:25    PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Armando Vara: Político, polémico e arguido
A investigação sobre Armando Vara, assenta sobretudo em factos ocorridos ainda durante este ano. De acordo com o Ministério Público de Aveiro (MP), Vara terá recebido de Manuel Godinho (empresário detido na "Operação Face Oculta"), dez mil euros em dinheiro "vivo". Segundo consta no despacho do MP de Aveiro, o encontro entre os dois ocorreu  num gabinete que Armando Vara utilizava enquanto vice-presidente do Millennium BCP. Terá sido o "pormenor" desse encontro que motivou as buscas desta semana. No mesmo documento, Armando Vara é incluído numa rede "tentacular" em que o único objectivo seria o de favorecer os negócio de Manuel Godinho, junto de algumas das maiores empresas participadas pelo Estado.
Armando António Martins Vara (Nascido em Vilar de Ossos, Vinhais, 19 de Fevereiro de 1954), político português e administrador bancário, estudou Filosofia na Universidade Nova de Lisboa, tendo abandonado o curso sem obter o diploma de licenciatura. Mais tarde obteve o diploma de licenciatura no Curso de Relações Internacionais na agora defunta Universidade Independente (A mesma que formou o actual primeiro ministro, José Sócrates). De acordo com o JOrnal expresso de 31 de Março de 2007, Vara licenciou-se 6 meses antes da sua nomeação para a Administração da Caixa Geral de Depósitos (CGD), cargo que deixou de exercer para assumir a presidência do Banco Comercial Português (BCP).
Um mês e meio depois de ter abandonado a Caixa Geral de Depósitos para assumir a vice-presidência do Banco Comercial Português, Armando Vara foi promovido no banco público ao escalão máximo de vencimento, o nível 18, o que terá reflexos para efeitos de reforma.
Percurso e Carreira Política:

Foi deputado à Assembleia da República nas IV, V, VI e VII Legislaturas.
Em 1991 foi candidato a presidente da Câmara Municipal da Amadora, tendo perdido para a CDU. Foi vereador durante algum tempo.
No governo de António Guterres foi primeiro a secretário de Estado da Administração Interna (1995-97), depois a secretário de Estado adjunto do ministro da Administração Interna (1997-99).
Após a vitória eleitoral do PS em 1999, tornou-se ministro adjunto do primeiro-ministro (1999-2000), com os pelouros da juventude, toxicodependência e comunicação social.
Vara recorreu ao director-geral do GEPI (Gabinete de Estudos e Planeamento de Instalações do Ministério da Administração Interna) e a engenheiros que dele dependiam para projectar a moradia que construiu perto de Montemor-o-Novo.

Em 2000, passou a ministro da Juventude e Desporto.
Ainda em 2000 viu-se forçado a pedir a demissão ao surgirem notícias sobre alegadas irregularidades cometidas pela Fundação para a Prevenção e Segurança, que fundara no ano anterior, quando era secretário de Estado, processo que seria posteriormente arquivado.

Em Outubro de 2009, mantendo a sua honestidade característica, Armando Vara é um dos 12 arguidos constituídos no âmbito da operação Face Oculta desencadeada pelo Departamento de Investigação Criminal de Aveiro.


 

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