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| PT e Zon multados em 53 milhões de euros por abuso de posição dominante |
A Autoridade da Concorrência (AdC) condenou o Grupo Portugal Telecom (PT) e o Grupo Zon ao pagamento da maior multa já aplicada pelo regulador, no valor global de 53,062 milhões de euros, por abuso de posição dominante.A AdC considera provadas as acusações que lhe chegaram de operadores concorrentes e conclui que durante mais de um ano as políticas de preços da empresa conduziram ao esmagamento de margens na concorrência e contribuíram para um aumento considerável no número de novos clientes da operadora. Em comunicado ao regulador da Bolsa (CMVM), a PT lamenta que a investigação da AdC tenha tido este desfecho após «seis anos» e lembra que a coima ultrapassa «de forma absolutamente incompreensível» o limite máximo permitido pela moldura legal. «É infundada, injusta e inexplicável», foi como o presidente do Grupo PT definiu a multa imposta pela AdC. A coima aplicada à PT é de 45,016 milhões de euros. À Zon - que na altura dos actos fazia parte do grupo - cabe uma penalização de 8,046 milhões de euros. Os valores foram definidos de acordo com o enquadramento legal para este tipo de acção e o intervalo de tempo das práticas em questão, que cessaram com a entrada em vigor de uma nova decisão da Anacom que alterou a oferta de referência ADSL. Os factos que estão na base da atribuição das multas remontam ao período compreendido entre 22 de Maio de 2002 e 30 de Junho de 2003, tendo a Autoridade da Concorrência concluído, na sequência de diversas denúncias e após investigação, «ter existido um abuso de posição dominante» por parte da PT e da Zon, nos mercados grossista e retalhista de acesso em banda larga. O Grupo PT emitiu um comunicado onde diz que as empresas «discordam da decisão» tendo a PT já anunciado que vai impugnar a decisão e que a Zon também vai recorrer. |









A Autoridade da Concorrência (AdC) condenou o Grupo Portugal Telecom (PT) e o Grupo Zon ao pagamento da maior multa já aplicada pelo regulador, no valor global de 53,062 milhões de euros, por abuso de posição dominante.